MicroLearning e Mobile Learning – A educação está em suas mãos

Buscando dar luz a um tema atual de aprendizagem rápida, vamos levantar questões relevantes para que o profissional de treinamento e educação corporativa considere o microlearning e o mobile learning para obtenção de sucesso na sua estratégia com seus colaboradores.

Microlearning e seus codinomes

O termo microlearning, pode ser definido a qualquer objeto de aprendizagem cujo tempo de exposição é curto e/ou rápido e essencialmente relevante. Também é chamado de microconteúdo, pílula de conhecimento, gota de conhecimento, nugget, pocket, etc.

Concorrência digital

A concorrência por atenção finalmente chegou ao mundo digital com uma enxurrada crescente de notificações, alertas e estímulos das mais diversas origens.

E onde há concorrência, existe o aprimoramento da melhor forma de conquistar a agora tão disputada atenção e quem sabe obter o sucesso: a ação do usuário.

É neste cenário que o profissional de T&D vem sendo pressionado a entrar e para obter êxito, precisa usar das mesmas estratégias que seus “concorrentes” para tornar seu o conteúdo agradável a ponto de ser escolhido para consumo.

Tamanho é documento?

Desistir de ler, ouvir ou assistir a um conteúdo só pelo seu “tamanho” ou “duração”, quem nunca?

Podendo afetar até mesmo a razão de sua existência e posicionamento perante o mercado e o mundo.

O microlearning se apresenta no formato adequado para momentos ou até mesmo instantes entre um compromisso e outro.

Mapear a dinâmica do dia útil do colaborador e saber quais são as brechas na sua agenda, ou melhor, quais momentos do expediente são potenciais para ter contato com um objetivo de aprendizagem é essencial para definir quanto tempo e qual tamanho é mais adequado.

Breve x superficial

É importante ressaltar aqui que o esforço de síntese do conteúdo é inversamente maior ao seu “tamanho”, uma vez que ele precisa ser claro, objetivo e ter uma chamada para ação (a famosa call to action) extremante prática e relevante ao colaborador, enfim, é necessário ser breve e não superficial.

Sabe aquela consulta no Google que costumamos realizar para trocar a peça de um utensílio doméstico qualquer? A equação é simples: necessidade > falta de informação (gap) > passo a passo. Essa equação que o microlearning é capaz de suprir de forma eficiente.

Autossuficiência do objeto

O equívoco se dá ao tentar formatar como um microlearning informações complexas, construir conhecimento ou até mesmo apresentar conteúdos necessariamente complementares. Um exemplo dessa prática é fragmentar um conteúdo extenso em várias partes menores, que estudadas individualmente são ineficazes ou se apresentam insuficientes.

Como visto anteriormente, o microlearning não se trata simplesmente de um conteúdo curto ou pequeno e sim, de um objeto de aprendizagem que, de forma isolada atende a uma necessidade de informação, por exemplo, o que não exclui a possibilidade de complementariedade e aprofundamento do tema por meio de uma sequência instrucional.

Para essa abordagem, é preciso considerar o repertório do colaborador, que serve de suporte ao conteúdo apresentado.

Mobile learning

O segundo passo é ofertar o microlearning ao colaborador, para que possa acessá-lo com a mesma facilidade em que acessa sua timeline na rede social e quando ele considerar oportuno o aprendizado.

O termo Mobile Learning (ou aprendizado móvel) é cunhado pela possibilidade de aprender através de um dispositivo qualquer, como um smartphone, basicamente, em qualquer lugar e a qualquer momento.

“(…) Brasil tem hoje, 2 dispositivos digitais por habitante. De acordo com pesquisa realizada pelo Fernando Meirelles, em 2019 o Brasil terá 420 milhões de aparelhos digitais ativos, incluindo smartphones, computadores, notebooks e tablets. (…).” É o que revela a 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) em abril de 2019.

O que levar para seu projeto de Educação Corporativa?

A agilidade do microlearning, capaz de formatar um conteúdo de forma breve somada à conveniência do mobile learning, que facilita o acesso a qualquer momento e de qualquer lugar garantem ao profissional de T&D e Educação Corporativa as ferramentas ideais para competirem em grau de igualdade com a concorrência de atenção a qual todos nós estamos expostos.

Garantir a relevância e a possibilidade de prática imediata do conteúdo aumenta o engajamento dos colaboradores e são fatores de sucesso para um projeto destas características.

Aprender coisas novas e melhorar sua performance profissional são oportunidades indispensáveis à maioria dos colaboradores. Investir em um desenho instrucional envolvente deve aumentar a aderência ao conteúdo e a continuidade no acesso.

Gostou do tema? Venha bater um papo com nossos especialistas sobre educação corporativa a distância.

Até breve,

Juliana Lopes,
Especialista em Gestão de Universidades Corporativas.