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Tendências, boas práticas e reflexões para estruturar, ativar e evoluir a aprendizagem nas empresas.

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Web acessibilidade: Ambientes digitais cada vez mais inclusivos

Bruno Falcão
06/08/2019
A universidade corporativa está cada vez mais se apropriando dos cursos online graças ao custo-benefício e ao alcance de pessoas que eles proporcionam. Esses cursos podem abranger assuntos que seriam debatidos em palestras, exposições, conferências, entre outros. A grande diferença é que, por estar em uma plataforma online, o usuário pode acessar o curso quantas vezes quiser, revisando assuntos que ainda o deixam com dúvidas. Apesar de toda a contribuição, desafios também existem e podem parecer insuperáveis, por exemplo, saber avaliar os diferentes tipos de abordagem e escolher a mais adequada, para que todos possam entendê-la e aplicá-la no dia a dia. Se você está buscando uma inclusão pedagógica efetiva de todos os seus colaboradores, com adaptações visuais, design de interação inclusivo e arquitetura de informações, você está no caminho certo! Para que a inclusão seja efetivamente empática, não devemos apenas nos atentar à maneira como moldamos as plataformas que o usuário utilizará, geralmente por meio da barra de acessibilidade. Devemos também levar em conta a forma de tratamento que eles possuem dentro da empresa. A partir do momento em que essa pessoa se sente parte do ambiente, fica mais fácil e harmoniosa a inclusão, e assim podemos perceber que ela também se sentirá à vontade para sugerir melhorias nos programas de inclusão. ACESSIBILIDADE WEB, COMO SABER O QUE SEGUIR? A acessibilidade web é um assunto complexo, que engloba desde autismo até diferentes atribuições e situações. O primeiro passo para entender as maneiras de tornar sua página ou seu curso inclusivo, portanto, é enfrentar e entender as dificuldades. Os diferentes transtornos podem trazer dúvidas sobre como tornar aquela plataforma um ambiente inclusivo, mas atualmente uma Diretriz de Acessibilidade foi disponibilizada para facilitar nosso entendimento. Ela serve para padronizar e facilitar na hora de produzir uma plataforma com um maior alcance de pessoas. Outro site que disponibiliza algumas diretrizes é o eMAG (Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico); a grande diferença é que essas diretrizes foram criadas para sites governamentais, que possuem necessidades muito específicas pelo contexto. Por isso, para cursos, páginas e sites, o mais indicado é usar a Diretriz de Acessibilidade, pois nela estão as boas práticas realmente fiéis ao que buscamos. As contribuições das Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0 norteiam todo tipo de site para que se torne inclusivo. Essas diretrizes nos fornecem quatro princípios básicos que devem ser seguidos para que um curso seja aprovado nos níveis de conformidade. Os níveis de conformidade são três: Nível A, Nível AA e Nível AAA, sendo o Nível A o de menor conformidade e o AAA o de maior. Todos eles podem ser alcançados, e não necessariamente na primeira versão do curso; a empresa pode propor uma versão alternativa que atenda a todas as expectativas. QUAIS CRITÉRIOS DEVEM SER APLICADOS? As diretrizes são os quatro critérios utilizados para definir o nível que cada site, página ou curso alcançou:
  1. Perceptível;
  2. Operável;
  3. Compreensível;
  4. Robusto.
Cada tópico se desdobra em alternativas aplicáveis nas plataformas, categorizando qual delas atende aos níveis de conformidade (A, AA e AAA), mas, simplificando, o curso deve estar: 1. Com conteúdos que não possam passar despercebidos na composição da apresentação, ou seja, na tela; 2. Com uma navegação intuitiva, possibilitando ao usuário uma boa experiência; 3. Com uma escrita e interface simples; 4. Apresentando um conteúdo sólido para que não haja dupla interpretação. É muito importante que a empresa se sensibilize e tente ao máximo aplicar esses conceitos, mesmo que precise renunciar a algumas preferências, como, por exemplo, um tamanho específico de fonte. É POSSÍVEL TESTAR SE OS CRITÉRIOS FORAM APLICADOS? Os cursos inclusivos podem ser testados criteriosamente antes de sua publicação para garantir uma boa experiência de usuário. Para que isso seja feito, é necessário entender quais abordagens devem estar presentes e, em alguns casos, existem ferramentas de auxílio disponíveis que podem ser baixadas rapidamente para verificar se o resultado atende às necessidades. FERRAMENTAS DE TESTE E ABORDAGENS As ferramentas são de fácil acesso. Conseguimos encontrar desde sites até programas que fazem uma prévia da forma como essas pessoas com diferentes atribuições podem enxergar ou navegar por uma página ou um curso. Vamos iniciar com os aplicativos para baixa visão. Baixando o NoCoffe Vision Simulation, podemos regular o quanto a tela fica embaçada, com menos contraste, entre outras características. Para entender como pessoas sem visão navegam pelos cursos, podemos testar o NVDA, programa que segue os comandos dos teclados e lê tudo o que está escrito no visor, então conseguimos identificar botões que não têm função ou mensagens que estão sendo passadas apenas pelas cores, como, por exemplo, usar apenas a cor vermelha como sinal de erro, ou a cor verde em sinal de acerto. Ainda para pessoas com baixa visão ou sensibilidade à luz, a ferramenta Contrast Checker (https://contrastchecker.com/) é um site interativo. Ao escolher uma cor de fonte e uma de fundo, ele indica imediatamente se atende ao Nível A, AA, AAA ou a nenhum. Esse site mostra se as cores escolhidas possibilitam uma boa leitura ou se haverá dificuldades pelas cores serem muito próximas ou muito vibrantes. A última ferramenta é um site simulador de dislexia (https://geon.github.io/programming/2016/03/03/dsxyliea) que nos ajuda a entender como pessoas disléxicas enxergam um texto. A partir do momento em que conseguimos entender como a “vista embaralhada” dificulta a leitura, propomos uma disposição melhor dos textos de tela. As ferramentas citadas auxiliam na revisão de páginas e cursos, entretanto, para pessoas com autismo e outros transtornos, devemos ter a sensibilidade de entender o que deveria estar ou não naquela apresentação, por exemplo, a opção de desabilitar a locução, pois muitos sons podem ser gatilho para irritação. Outra dica importante é se atentar à quantidade de vezes que um botão pisca. Caso ele pisque muitas vezes por segundo, pode causar convulsão em algumas pessoas. As especificações corretas podem ser encontradas nas Diretrizes. Pode parecer muita coisa, mas com uma equipe especialista em cursos, games, design de apresentação e didática, tudo fica mais fácil! Caso queira um curso acessível, que atenda às necessidades dos seus colaboradores, entre em contato com a SOU em contato@sou.com.br 😉 Podemos ajudar você a adaptar um curso já existente ou criar um completamente novo e personalizado com a cara da sua empresa! Texto escrito por: Alexsandra Pereira Designer Educacional na SOU
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